29 de abril de 2014

Espelho, Espelho Meu...


Nós mulheres temos fixação pela aparência, desde de muito jovens, desenvolvemos a insistência em estar sempre um passo a frente de nós mesmas.
Corremos atrás de um tipo ideal criando parâmetro de comparação com outras mulheres, e somos bem exigentes.
Se estamos gravidas, observamos as outras em condições semelhantes a nossa, principalmente as famosas. Quantos quilos ela engordou? Quanto tempo levou para perder? Tem estrias? Tem celulite?  Esses detalhes vendem revistas. É quase tão importante que o sexo do bebê.

Ai amiga, vem a frustração, porque não vivemos de aparência, somos mulheres reais, e muitas das pessoas que admiramos nas revistas, não vivem um vida real. Com trabalho, filhos, marido, faxina, frustração, falta de grana e genética. É difícil lidar com essa pressão. Estamos sempre insatisfeitas com a balança, você nunca vai encontrar uma mulher que diga, estar satisfeita. Geralmente o que ouvimos é que estamos todas em eterna dieta. Procurando uma formula secreta, para nos faça de um dia para outro, virar capa de revista.

Observe as crianças, principalmente as meninas, logo cedo, é uma preocupação com a aparência. O que os amigos vão achar, do cabelo, o aparelho nos dentes, do óculos? Logo muito jovens surgem a preocupação de ser aceita, e não é ser aceita pelos seus ideias, é ser aceita com a sua aparência. E acredite quem está fora do chamado modelo social, é duramente castigada. Ouvimos todo o tempo caso de Bullying nas escolas. Antigamente coisas do tipo gordinho, magrela, dentuça, era comum de ouvir, aprendemos a deixar pra lá, sofríamos calados com a crueldade dos amigos. Hoje não, tudo virá caso de polícia. As próprias crianças conseguem diagnosticar quando estão sendo vítimas de bullying e na maioria dos casos tem a ver com a aparência. A culpa é nossa, nós inserimos nelas esses padrões, e esquecemos de dizer que não fomos construídos em uma forma, onde nascem todos iguais, somos diferentes em características físicas e de diferentes raças. Não nascemos com preconceitos somos ensinados a ter.

Vivemos em uma sociedade severa, somos exigentes conosco e nossa exigência e maneira de perseguir ideias de beleza, interferem em nossos filhos. Os fatos estão ai, todos os dias, observe. Nossos filhos são nos espelhos.
Seja aos 15 ou aos 40 anos, as mulheres tendem a se desvalorizar diante das outras, a procurar motivos no espelho para se desrespeitar.

Até quando vai ser assim, a juventude e a jovialidade da nossa pele vai mudar, nossos corpos também, mas junto com essa maturidade surgirão nossos pensamentos, mais confiança, muito menos preocupação com o espelho. Isso não quer dizer que ficaremos descuidar e feias, simplesmente mais bonitas dentro de cada característica, já não teremos a necessidade de encher o guarda roupa de tanto coisa, estamos aprendendo a comprar certo e a usar tudo que a ciência tem de novo a favor da nossa saúde, e logo esse cuidado será refletido na aparência.

 Não temos mais tempo para banalidades, nosso relógio biológico está gritando. Podemos e devemos viver com nosso corpo em paz. Cuidar da aparência tem mais a ver em cuidar da saúde. Não fumar, não beber, praticar exercício físico, manter uma dieta com alimentos saudáveis, sem se privar de nada.  Não dá pra viver sempre de dieta. Devemos pensar a longo prazo, deixar de perseguir resultados imediatos. Quando temos práticas saudáveis, colhemos os resultados e não é preciso se matar para isso. Construa o seu dia a dia, escolhendo o que é melhor para sua saúde, abrindo mal da caixa inteira de chocolate e ficando só com um.

É você a pessoa que deve ser agradada com o espelho, e não ao contrário. Valorize quem você é, sempre é tempo de renovar e construir novos ideias, não nascemos com raízes.


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