27 de fevereiro de 2014

Carnaval Sem fantasia


O carnaval hoje é a festa mais popular no Brasil, mas não é invenção brasileira. Apesar de ser realizado desta forma somente no Brasil. O carnaval é comemorado pelo mundo de diferentes maneiras.
Carnaval vem do latim, carnis levale, significa "retirar a carne". Está relacionado ao jejum que deveria ser realizado durante a quaresma pelo católicos.

Mas tudo surgiu na Mesopotâmia, na Grécia e em Roma. Na Babilônia, as Saceias, eram uma festa onde um prisioneiro assumia a figura do rei, vestia-se, comia e dormia com sua esposa, durante os dias da festa. Ao final ele era enforcado. Em outra referência encontrei um rito realizado pelo rei dias antes da primavera, data onde era comemorado o ano novo. O ritual era realizado dentro do templo, o rei era surrado e humilhado, tudo para demonstrar submissão a divindade.


Na Grécia e em Roma, as festas de carnaval eram orgias, como os bacanais ou festas dionisíacas. Dedicadas ao deus do vinho Dionísio. Eram sempre marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.
A festa sempre fortaleceu, a ideia de ser uma festa para inversões de papeis e oportunidade de quebras regras sociais e éticas.

Com o fortalecimento da Igreja católica, a festa passou a ser realizada nos dias anteriores ao período religioso. Nesta ocasião a igreja tolerava excessos, já que era contra por acreditar ser tratar de uma festa pagã.
Já no Brasil a festa teve início no período colonial. Com o entrudo, uma festa portuguesa, praticada pelos escravos. Seus senhores permitiam com a intenção de distrair e evitar rebeliões. Esse evento passou a ser uma forte arma de falsa liberdade oferecida pelo senhores. Durante a festa os escravos saíam pelas ruas com rostos pintados e jogavam farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Era também uma prática violenta e ofensiva. As famílias ricas não comemoravam junto aos escravos, porém as moças de reputação ficavam nas janelas jogando água nos transeuntes.

No século XIX, no Rio de Janeiro, a festa passou a ser criminalizada e reprimida. Por outro lado a elite do império criava os bailes de carnaval em clubes.
Mesmo com todas as repressões, as camadas populares não desistiram de suas práticas carnavalescas. No final do século, buscando adaptarem-se às tentativas de disciplinamento policial, foram criados os cordões e ranchos. Os primeiros incluíam a utilização da estética das procissões religiosas, como capoeira e os zé-pereiras, tocadores de bumbos.

O carnaval se popularizou no Brasil a partir do século XX, tanto entre a classe rica como os populares. Se transformando assim no que é hoje.

O carnaval, além de ser uma tradição, é bastante lucrativo, principalmente no ramo de turismo e do entretenimento.
Mas até hoje o carnaval está associado ao sexo liberal e a embriaguez. Tudo porque durante estes dias de feriado, surgem novos casos de gravidez não planejada, contaminação pelo vírus HIV, e um aumento  de acidentes com morte, tudo ocasionado ao consumo excessivo de álcool.

Fora do Brasil a festa é vista como sendo "sexo livre e fácil", muitos vem para cá buscando somente o turismo sexual. Transformando a mulher brasileira e sua beleza em mercadoria.
Apesar de todos os prós e contras relacionado a festa, para muitos, nada mais é que um longo feriado, dedicado a família e uma ótima oportunidade de descanso bem longo da bagunça e do stress.

Li uma vez um artigo que dizia, que o carnaval continua sendo ferramenta usada pelo governo, como na época de império, para distrair a população das mazelas sociais. Enquanto o povo festeja, não reclama e não critica o governo.
De qualquer forma a sociedade se divide, vale pensar no assunto e refletir, só assim teremos nossa própria opinião. E nos cabe orientar nossos jovens, no sentido de não cometer excessos, que possam trazer prejuízos para toda a vida. O carnaval acaba a vida fica.

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