9 de junho de 2015

Ter...


Sabemos tão pouco sobre nós, ou sobre o amor. As dúvidas e incertezas caminham com a intimidade dos nossos sonhos. Nessa ciranda da vida, o ter ou ser, pouco importa. Existimos no silêncio de pensamentos e desejos. Assombrados com o que poderia ser.
Alguns irão se encontrar um pouco nesse pensamento de  Paulo Coelho, Vale a leitura e a reflexão.

"... Se eu tivesse que contar hoje minha vida para alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que iriam me achar uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante que os onze minutos ** - o amor.
Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. é mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.
E quem ama o máximo, sente-se livre.
Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.
Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la...
(trecho, Paulo Coelho)

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